Início » Institucional » Como surgiu a Prazerela? Conheça a nossa história

 

Tudo começou muito antes da Prazerela ser criada.

Mariana Stock, fundadora da iniciativa, é curitibana, nascida de uma família branca conservadora e cuja pressão pelos estudos e a disciplina sempre foram marcadores característicos. 

Seu contexto e trajetória de vida a fez desenvolver o ideal de trabalhar em uma grande empresa e almejar os status socialmente construídos para as pessoas brancas de sucesso. E conseguiu. 

Mariana se tornou gerente de marketing de uma multinacional de cosméticos brasileira e construiu uma vida de ótimas condições materiais: emprego dos sonhos, carro do ano, viagens pelo mundo afora.

Depois de algum tempo nessa jornada, Mariana se percebeu enredada em uma fórmula de sucesso e de autorealização que muito pouco tinha a ver com prazer genuíno. E com isso começou a se perguntar sem descanso “O que me dá prazer na vida? De verdade?”

“Jantar em um bom restaurante!”

“Ah, viajar, viajar o mundo inteiro!”

“Fazer um bom programinha cultural… cinema, teatro!”

Todas as respostas envolviam consumo e a necessidade de ter dinheiro, muito dinheiro, para realizá-las. Eram desejos capitalistas que muito pouco tinham a ver  com prazer de verdade. Só uma resposta escapava desse padrão: “Sexo, ah! Sexo me dá muito prazer na vida!”

Até então, Mariana se considerava uma mulher muito bem resolvida com a própria sexualidade e se autodeclarava a melhor conselheira sexual das suas amigas. Mas passou a confrontar sua autoimagem construída quando uma amiga próxima com vários problemas sexuais, entre eles a dificuldade de sentir prazer na penetração, lhe fala que está fazendo um processo incrível de “massagem tântrica com alinhamento de chakras, ascensão de kundalini e toques genitais”. 

Mariana não fazia a menor ideia do que ela estava falando.

Algum tempo depois, quando seu coach de carreira da tal multinacional de cosméticos também a pergunta se já tinha ouvido sobre a tal da massagem tântrica, o seu “mulher muito bem resolvida com a própria sexualidade” começa a cair por terra, e é nesse momento que ela passa a se dar conta do quanto de moralidade estava instaurada em si afirmando que seu corpo não era digno de sentir tamanho prazer.

Determinada a resolver pra ontem essa relação mal resolvida com a sexualidade, Mariana passou a se dedicar ao autoconhecimento do seu próprio corpo e ao estudo dos aspectos repressores e culpabilizantes da sexualidade para mulheres. 

Se entregou com muita desconfiança a tal da experiência tântrica. Começou o estudo da psicanálise, realizou retiros e um curso de parteria natural com a parteira Naoli Vinaver que explodiu sua cabeça em relação a sexualidade feminina. 

Decidiu a partir dessas experiências que faria da sua missão de vida ajudar outras mulheres a terem uma relação mais positiva e potente com a sexualidade.  

No seu processo de aprendizado, Mariana percebeu o quanto as narrativas trazidas pelo Tântra eram, na verdade, novas formas de institucionalização do abuso. Para que mulheres pudessem viver as experiências no corpo, precisavam se submeter a doutrinas religiosas baseadas em dogmas e crenças espirituais, passando por processos invasivos e traumáticos como caminho para alcançar “a cura”. 

Não havia respeito a biografia de cada uma, não havia consideração às tantas interseccionalidades que atuam na relação da mulher com a sua sexualidade como racismo, cissexismo, gordofobia, heterossexismo, capacitismo, etc. 

Tantas esferas importantes e que eram totalmente ignoradas nesse processo que propunha uma solução externa para os seus problemas internos e esvaziava de sentido toda uma filosofia tântrica milenar de espiritualidade quando reduzia seu escopo apenas à sexualidade.

E foi assim que a Prazerela nasceu… da urgência de um espaço simbólico para falar de prazer e sexualidade feminina sem tabus, sem repressões e orientado à biografia pessoal de cada mulher. 

Inicialmente a Prazerela oferecia apenas um curso de sexualidade para mulheres cisgênero, focado na desconstrução de tudo aquilo que aprendemos sobre sexo e sexualidade.

Só por conta da temática do curso, que falava em prazer feminino, a Prazerela já encontrava desafios, como uma grande resistência dos espaços de coworking para receber os eventos. 

Rapidamente percebeu-se a necessidade de um espaço mais seguro e acolhedor onde as mulheres pudessem se encontrar e o projeto ganhou raízes físicas na Casa Prazerela. Onde foi criada também a Terapia Orgástica, um processo de desenvolvimento terapêutico feito por e para mulheres com o objetivo de despertar o potencial orgástico do corpo.

Atualmente a Prazerela realiza diversas atividades voltadas ao universo da sexualidade positiva e bem viver da mulher tanto presencialmente quanto online. 

Por acreditarmos que toda mulher precisa de cuidado e de uma educação sexual que permita e incentive a descoberta pessoal do prazer não só aqui, mas em outros espaços, também realizamos cursos para que médicas, enfermeiras, obstetrizes e outras profissionais de saúde ampliem a abordagem positiva da sexualidade em seus consultórios. 

Além disso, toda a equipe de terapeutas e gestoras da Prazerela são acompanhadas por um processo contínuo de supervisão terapêutica, que apoia a evolução e o desenvolvimento do nosso trabalho.

Em nosso site você pode conhecer todas as experiências presenciais e virtuais que oferecemos, baixar materiais gratuitos para ampliar o seu autoconhecimento e o seu repertório de prazer na vida e ainda ficar por dentro da nossa agenda de eventos prazerosos.

Aproveite e siga a Prazerela também nas nossas redes sociais para acompanhar as reflexões potentes que Mariana Stock e convidadas realizam no canal, e ficar por dentro de todas as nossas novidades.

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