Início » Autoconhecimento » Zonas erógenas do corpo feminino: explore todas as suas possibilidades
zonas erógenas

Para além do genital, o corpo humano é repleto de regiões sensíveis que ao serem estimuladas podem aumentar o desejo sexual e resultar em muito prazer. São as chamadas zonas erógenas do corpo feminino e masculino!

Descobrir essas partes do corpo deveria ser um processo espontâneo e natural de auto exploratória sexual vivenciado por qualquer pessoa ao longo da vida. Mas o fato é que para muitas delas, principalmente para as mulheres, esse processo frequentemente é atravessado e deixado de lado devido ao tabu e a moralidade que são nutridos pela sociedade.

É com o objetivo de mudar essa realidade que neste artigo abordaremos curiosidades e reflexões sobre as zonas erógenas do corpo feminino e a sua relação com uma expressão positiva e potente da sexualidade para mulheres.

O que são as zonas erógenas?

mulher olhando pra cima

As zonas erógenas do corpo feminino são aquelas regiões de maior sensibilidade que ao serem adequadamente estimuladas desencadeiam uma reação prazerosa de excitação e aumento do desejo sexual.

Essa reação é possibilitada pela presença de milhares de terminações nervosas que dão maior sensibilidade a essas regiões. Como toda a extensão do nosso corpo é repleta dessas terminações, as zonas erógenas do corpo feminino são muitas. Caberia inclusive dizer que temos um corpo que é inteiro erógeno, já que são tantas as nossas possibilidades sensoriais.

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Zonas erógenas do corpo feminino e a potência orgástica

Existe um entendimento importante relacionado às zonas erógenas do corpo feminino, principalmente quando falamos em despertar da potência orgástica para mulheres.

A potência orgástica é a nossa capacidade de acumular carga energética no corpo através da excitação e vivenciar descargas intensas em prazer através dos orgasmos.

mulher de olhos fechados contente

Compreender que seu corpo é inteiro erógeno significa compreender que o que possibilita esse prazer e essa excitação sexual, ou seja, o que possibilita o acúmulo de carga no corpo que levará a uma descarga potente e prazerosa não é um estímulo que se resuma apenas a região genital.

Para acessar mais que uma ínfima fração de toda essa potência é preciso uma exploratória sensorial que contemple o corpo inteiro e suas diversas zonas erógenas.

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Porque falamos pouco das zonas erógenas do corpo feminino?

mulher olhando sorridente para a câmera

Historicamente as mulheres não são nem um pouco incentivadas a esse processo de descoberta do próprio corpo e das suas zonas erógenas, tamanho é o tabu da sociedade. Mas se engana quem acredita que este é um problema exclusivo delas.

Homens cisgêneros, por exemplo, são estimulados a descoberta do próprio corpo através da masturbação e estimulados a descoberta do corpo do outro através da pegação e do sexo, mas muito pouco se fala sobre esse potencial sensorial de corpo inteiro, para além da área do genital.

Mentalidade falocêntrica

Na verdade, o incentivo é justamente para que se desenvolva uma mentalidade falocêntrica. Ou seja, uma mentalidade focada no genital, que reside na convicção de que o falo (o pênis) é o rei da festa (e do sexo) e que prazer é sinônimo de penetrar esse falo em todos os buracos possíveis e imagináveis do ser humano.

Esse é o recado passado pela sociedade e reforçado pela pornografia, gerando tabu e desinformação que atinge as pessoas de todas as identidades de gênero.

mulher olhando pra frente pensativa

É por essa razão que falar em zonas erógenas do corpo feminino é algo que, para nós da Prazerela, precisa ir além de apenas uma conversa sobre essa ou aquela parte do seu corpo que você pode tocar para sentir mais prazer.

Mais que isso, é um convite para a redescoberta da sua sexualidade de uma forma mais positiva e potente, a partir da compreensão de que o seu corpo é inteiro erógeno. Inteirinho uma plataforma sensorial repleta de possibilidades de prazer e deleite. Mas é claro, existem sim algumas zonas de maior sensibilidade que vale a pena mencionarmos.

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Quais são as 10 zonas erógenas do corpo feminino? Como elas podem ser estimuladas?

zonas erógenas do corpo feminino

Assim como um bom beijo é algo subjetivo e muito particular para cada pessoa, o mesmo é válido para as zonas erógenas do corpo feminino.

Embora algumas regiões do corpo sejam comumente repletas em terminações nervosas para uma grande quantidade de pessoas, e com isso são comumente zonas erógenas para uma grande quantidade de pessoas, não existe uma regra.

É possível que você tenha regiões de muita sensibilidade no seu corpo e que te deixam excitada ao serem estimuladas, mas que são somente suas. E estamos dizendo isso para que você não sinta vergonha e entenda que está tudo bem sentir prazer naquelas partes mais “esquisitas” do seu corpo.

Dito isso, vamos falar agora de algumas principais zonas erógenas do corpo feminino.

mulher sorrindo
  1. Mente

    A mente é uma das nossas principais zonas erógenas, pois é ela quem autoriza o nosso corpo a sentir prazer. Se a mente nos sabotar, nada feito! É preciso que ela esteja relaxada e receptiva para que todas as outras zonas erógenas do nosso corpo possam ser exploradas e responder aos estímulos.

  2. Pele

    A pele é o maior órgão do corpo humano e sua superfície conta com mais de um milhão e meio de neurotransmissores que são capazes de conduzir a bioeletricidade. Que é uma corrente elétrica de verdade, própria do nosso corpo e que você identifica facilmente de forma visual quando vive a sensação de um arrepio ou de um espasmo.

    mulher se tocando no rosto

    A pele funciona então como um veículo condutor de sensações e, portanto, de prazer. E é por essa razão que por si só já pode ser considerada uma zona erógena.

    Para despertar essa bioeletricidade e todo o potencial sensorial da sua pele, experimente deslizar os dedos sutilmente sobre toda a extensão do seu corpo e procure fazer caminhos não óbvios e não repetitivos para dar à sua mente um ar de surpresa. Isso contribui muito para a excitação.

    Leia também: Terapia orgástica: o que é? Descubra a potência do seu prazer!

  3. Cabeça

    Nossa cabeça também é repleta de terminações nervosas, por isso carinhos e afagos podem ser muito prazerosos.

    mulher segurando seu cabelo de olho fechado

    Puxar suavemente os cabelos pode ser algo que desperta sensações que navegam entre o relaxante e o excitante, mas tenha delicadeza ao fazer esse estímulo em outra pessoa.

    Dependendo da sensibilidade de cada um, o puxar de cabelos pode causar desconforto. Por isso é importante começar da puxadinha mais leve e ir evoluindo para algo mais intenso, sempre dialogando com a sua parceria.

  4. Pescoço

    Toda região do pescoço é extremamente sensível e uma das mais potentes zonas erógenas do corpo feminino (e masculino), mas o mais interessante é notar onde no seu pescoço você sente despertar uma sensação mais intensamente prazerosa: na frente, na lateral, na região da nuca, atrás da orelha?

  5. Seios

    A sensibilidade nos seios é válida para todas as pessoas, não somente para as mulheres. No entanto, é muito comum que homens cisgênero tenham muito tabu com o estímulo dessa região. Uma grande bobagem fruto de uma sociedade preconceituosa!

    região dos seios de uma escultura feminina

    Seios possuem bastante sensibilidade nos mamilos e na região ao redor deles, podendo ser estimulado com as pontas dos dedos e com a palma das mãos. Se você estiver sendo estimulada por outra pessoa é interessante experimentar também os lábios e a língua que além de texturas interessantes trazem uma umidade e uma troca de temperatura que podem ser muito prazerosas.

    Leia também: Ejaculação feminina: existe? É um orgasmo? Mitos e verdades

  6. Nádegas

    É uma região repleta de músculos e de grande sensibilidade. Todo mundo sabe que apertar a bunda pode ser gostoso, mas para além disso, estimular a região de uma forma mais sutil pode ser extremamente excitante. Por exemplo deslizando sutilmente a ponta dos dedos pela região, em movimentos lentos e não padronizados.

  7. Área externa do ânus

    A região externa do ânus é uma outra parte do corpo altamente vascularizada e sensível, mas onde reside muito tabu, principalmente por parte dos homens cisgêneros heterossexuais que questionam a sua masculinidade ao confundir prazer nessa região com a sua orientação sexual e afetiva.

    Mas o fato é que, anatomicamente, todos os corpos possuem a mesma estrutura de músculos e terminações nervosas na região das nádegas e da área externa do ânus.

    mulher com cara de espanto

    Ou seja, essa é uma zona potencialmente erógena para todas as pessoas. O que geralmente torna o estímulo dessa região prazeroso ou desprazeroso para cada pessoa é a forma como a mente interpreta o estímulo que está sendo recebido. É importante notar que nosso prazer, além de físico, também é psicológico!

  8. Área interna do ânus

    Trouxemos a área interna do ânus como um tópico a mais pois é preciso separar o prazer na região externa do prazer na região interna do ânus, pois nem sempre gostar de um significa gostar do outro.

    mulher olhando no espelho

    A área interna do ânus é uma região um pouco menos inervada e por isso não apresenta tanta sensibilidade, mas pode ser particularmente prazerosa para as mulheres transexuais pois dá acesso para estímulo da próstata, que fica entre 2 e 3cm de profundidade a partir da entrada do ânus.

    No entanto, é preciso cuidado e atenção: o ânus não possui lubrificação natural e por isso é importante que você use algum lubrificante na região para evitar qualquer lesão e também para tornar o estímulo ainda mais gostoso.

  9. Períneo

    O períneo é aquela divisória que fica entre o genital e o ânus, e que também é rica em sensibilidade. Pode ser estimulada com toques leves, massagem, lambidas e ainda com o uso de vibradores, principalmente se combinado com o estímulo do genital, que pode ser particularmente muito prazeroso.

  10. Genital

    A zona erógena mais conhecida entre as pessoas é, geralmente, o próprio genital, mas nem por isso deixaremos de falar sobre ela.

    mulher sorrindo

    Mulheres com vulva

    Para as mulheres com vulva, essa área erógena compreende toda a região externa do genital, formada pelos lábios externos e internos, o prepúcio do clitóris, a glande do clitóris, a entrada da uretra e a entrada da vagina.

    Além disso, compreende também a vagina, que é a região interna no genital e por onde é possível acessar o ponto G (ou, como seria mais correto, a área G). Uma região de maior rugosidade por onde é possível realizar um estímulo indireto do clitóris com a pontinha dos dedos fazendo um movimento de “vem cá”.

    Leia também: O que é clitóris? 5 dicas sobre o “botão” do prazer feminino

    Mulheres com pênis

    Para as mulheres com pênis, essa zona erógena compreende o corpo peniano, a glande peniana, região geralmente de maior sensibilidade, o frênulo e ainda o saco escrotal. Formas diferenciadas de estímulo para essa zona erógena podem ser os movimentos de autoestimulação que são contrários ao da masturbação convencional. Isso poderá aumentar a sua excitação e a carga orgástica acumulada no seu corpo sem necessariamente levar à ejaculação.

    mulher de olhos fechados

    Por exemplo, se você costuma fazer movimentos que empurram a pele para baixo, experimente fazer o contrário, um movimento que empurre a pele para cima. Um outro estímulo não óbvio que pode ser prazeroso é esfregar o genital entre as mãos como se fosse uma barra de sabonete.

    Mas caso você tenha uma relação difícil com o seu genital, não fique restrita a essa única zona erógena. Afinal, você agora já sabe que muitas outras regiões podem despertar o seu prazer. A auto exploratória será sempre importante para que você descubra essas zonas e os movimentos que funcionam para você.
    Leia também: Como aumentar a libido feminina: 4 dicas e reflexões cruciais!

Descubra suas outras paisagens sensoriais

mulher deitada olhando para a câmera

Falamos aqui de algumas principais zonas erógenas do corpo feminino mas, novamente, é interessante que você entenda o seu corpo como uma plataforma que é 100% erógena. Atrás da orelha, entre os dedos, nos pulsos e atrás do joelho, por exemplo, são regiões que possuem uma pele mais fina, geralmente uma menor concentração de pelos e muitas terminações nervosas que trazem sensibilidade e prazer.

Por isso, teste estímulos e provocações pelo seu corpo inteiro, experimentar passar a ponta dos dedos, lamber, morder, assoprar, acariciar, massagear, sugar… são muitas as possibilidades!

Pode ser que você encontre movimentos e regiões não óbvias de prazer no seu corpo nesse processo de investigação e descoberta das suas paisagens sensoriais.

Depois que você descobrir essas áreas erógenas, terá muito mais repertório para acumular carga orgástica e vivenciar descargas de prazer mais intensas.

Por onde começar?

mulher de cabelos ao vento olhando para a câmera

Nossa mente é incrivelmente eficiente. Em geral, se você começa o estímulo das suas zonas erógenas pelo genital, que é região mais repleta em terminações nervosas e em sensibilidade do corpo, provavelmente os estímulos das outras regiões parecerá um pouco sem graça em comparação àquele primeiro prazer que o seu cérebro já mapeou.

Por isso, comece das regiões menos sensíveis e gradualmente vá evoluindo para as mais sensíveis. Essa progressão nos estímulos também será fundamental para o acúmulo de carga orgástica no seu corpo. E aqui, novamente, será fundamental um processo de investigação na individualidade e com as suas parcerias para que você descubra o que funciona melhor para você e no seu corpo.

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Conclusão

mulher sorrindo de braços abertos e olhos fechados

Independente da sua anatomia ou da sua identidade de gênero, existem dois entendimentos principais que você pode ter a respeito das zonas erógenas.

O primeiro deles é a compreensão do seu corpo inteiro como essa plataforma sensorial e erógena que é capaz de vivenciar sensações muito prazerosas a partir do estímulo de diversas regiões. Tendo em mente que não há uma única regra que se encaixe para todas as pessoas, o que nos leva ao segundo ponto:

Encontrar um espaço seguro e acolhedor para a exploratória na individualidade e também dentro dos relacionamentos será fundamental para a descoberta dessas zonas erógenas do seu corpo ou da pessoa com quem você se relaciona. Por mais que você leia e procure se informar sobre, a descoberta das zonas erógenas não está no estudo, mas sim na experimentação. Portanto: se toca, musa!

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